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Chega de futebol!

Brasileiros e brasileiras, muita calma nesta hora. O assunto não é futebol! A catástrofe dos 7 à 1, e a suposta “redenção” (tão desejada) na Copa América deste ano não aconteceu. O que a gente viu foi a Argentina em segundo e, o Chile em primeiro, campeão com todas as honras. E quanto as Eliminatórias? Bom, vamos ver no que vai dar…

Sim, o Chile foi a bola da vez. Tem sido. Mas não apenas no campo, nos desenhos também. A marca idealizada pela empresa Brandia (especializada em eventos esportivos) foi um verdadeiro gol de letra, trazendo aplausos do mundo design para uma concepção muito bem trabalhada.

Não é de hoje que o esporte descobriu a importância do design. Já no passado é possível ver conceitos interessantes nos cartazes antigos das Copas do Mundo. A viralização do símbolo tomou lugar em nossos corações, sempre aguardamos com ansiedade qual será o mascote da Copa do Mundo. O marketing toma conta. E não é só no futebol não, em todos os esportes. O evento é forte quando o design também é.

Foi por causa disso que o Chile ganhou “o caneco” antes mesmo que a Copa América deste ano começasse: o país já tinha ganhando as páginas do mundo inteiro. Pois com tantos eventos esportivos hoje em dia, um círculo vicioso pode acontecer, trazendo banalidade nas confecções gráficas. Infelizmente quando se trata de América latina (mais precisamente da Copa América), isso tem sido uma máxima. Incompetência de nossos dirigentes latinos? Com certeza, está aí a corrupção por todos os lados! As agências de design tinham, de certa forma, imposto trabalhos repetidos por anos, com contexto “zero” de criatividade. Dê uma olhadinha nas marcas criadas das últimas edições da Copa América:

NT-postdesign

Não parecem simples cópias com cores diferentes? Sim, Parecem. O pior foi o dinheiro gastado em obras como essas. Mas foi aí que a Brandia apareceu, para nos mostrar que o trabalho bom existe. No vídeo que se encontra no início deste post, a empresa apresenta a idéia de concepção da marca provando mais uma vez que um bom design faz boas jogadas.

A quebra do círculo vicioso traz agradáveis surpresas

Mas como “traduzir” a idéia de que eles tiveram? Podemos começar pelas 8 pontas da estrela, que foram colocadas para representar cada uma das 8 cidades-sede. Essa estrela “engloba” a estrela principal, que está na bandeira nacional chilena. Os ícones propostos falam dos valores máximos do evento: superação, paixão, triunfo e celebração. E como todo trabalho de branding, pesquisas culturais foram realizadas para que o DNA do país estivesse ali: um antigo tambor tribal chileno, o “kultrun”, foi lembrado pelas linhas que se cruzam.

A sacada interessante (e legal) na tipografia foi que o “Chile” ganhou um espaço maior que o evento em sí, contrariando um pouco as idéias anteriores. A tipografia bem desenhada trouxe a leveza e o balançar do povo sul-americano.

Não resta outra coisa: Parabéns Chile. Um excelente trabalho “fora de campo”. Fica a dica para os eventos esportivos futuros que, aliás, parecem terem aprendido a lição.

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